Não basta dançar quadrilha para exibir o figurino caprichado, a maquiagem quase perfeita, o penteado escultural, o passo e formatos sem sentido, cantar sem sentir o prazer. É preciso deixar que o calor da fogueira aqueça o coração, que em suas veias corra o sangue quadrilheiro e em cada apresentação sentir um friozinho na barriga como um gole de aluá descendo goela abaixo. Deixando o figurino encharcado do mais puro gozo junino, sair rouco do arraial e ainda ter força . Comemorar com seu par as vitorias num grito que fica entalado na garganta durante pelo menos um ano e poder chorar nas derrotas, erguendo sempre a cabeça e vestido a camisa do seu grupo como se ela fosse sua segunda pele. Contar os dias e as horas para chegar o momento de ir para o ensaio. É participar de cada detalhe da construção desde o tema até a organização do passeio da despedida, que mesmo endividado fazemos questão em ir. É ter uma alma quadrilheira, que jamais alguém será capaz de explicar.
hoje podendo dizer para todos que amo
de todo o meu coração fazer parte da famila Tradição Arrasta-pé
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